E aí galera?

junho 7, 2011

Pessoal bonito, beleza?

Não sei se tem alguém que siga diariamente meu blog, mas se tiver eu agora estou publicando o que escrevo no Alt Newspaper e no Sirva-se . Ok?

A ideia é com o tempo o meu blog ficar mais voltado para textos que não caibam no formato desses dois sites.

Então, é isso. Fica antenado com os dois sites que eu passei.

Abraço!

Cobertura Abril Pro Rock 2011

abril 23, 2011

Pessoal, hoje saiu a cobertura que eu fiz do domingo, dia 17, do Abril Pro Rock 2011. Checa no site da Sirva-se:

http://sirvase.net/blog/?p=2080#more-2080

O que eu leio e o que eu faço – Daniel Nunes

abril 14, 2011

O sereno musico mineiro Daniel Nunes é figura importante no cenário do som conhecido como post-rock no Brasil. Desde o final dos anos 90, começo dos 2000, quando fazia parte da banda Ana até os dias de hoje, com seu super admirado grupo Constantina, Daniel vem explorando sons e possibilidades de interação com outras formas de arte, culminando em seu projeto solo Lise, onde realiza uma interessante combinação de música e artes visuais, trazendo os sons das ruas e instalações eletrônicas para dentro do seu modus operandi.

Para descobrir um pouco das influências que fazem parte da cabeça desse brihante músico fiz essa entrevista por email. Daniel pediu desculpas por atrasar um pouco o envio das respostas, porque a sua banda Constantina tocou em Nova York no mês passado, nada mais merecido visto que os caras vem fazendo um trabalho sólido que merece muito o reconhecimento. Para saber mais sobre essa trip só acessar o :  http://pequenassessoes.net/

Confira agora a entrevista sobre os hábitos literários do músico mineiro, lembrando que todos os links encontrados na resposta foi ele mesmo quem enviou, mostrando o quanto ele é preocupado em compartilhar informações. É isso, curtam ae:

(Bruno Jaborandy)      Quais suas primeiras memórias com relação a literatura?

(Daniel Nunes ) Memória…sou pessimo para memória…rsrs! Mas com certeza os primeiros contatos vieram com a escola…após isso, quando comecei a me interessar por música…comecei a ir na casa da minha avó aos domingos para ler as revistas “BIZZ” que meu tio assinava…

( BJ)  Qual foi o primeiro livro “de verdade” que você leu?

(DN) No momento vem a cabeça – Manoel de Barros – O livro das ignorãças …belíssimo!!!

 (BJ)    Como músico e estudante de música qual livro, seja ele sobre músicos ou sobre a arte em si, você curtiu ler?

(DN)  Como estudante de música…existem incontáveis autores dos quais eu gosto bastante..Mas aqui colocarei alguns que estão bem próximos!
Livio Tragtenberg – Artigos Musicais (http://www.estantevirtual.com.br/catataw-livros/Livio-Tragtenberg-Artigos-Musicais-36026813)
Murray Schafer – O Ouvido Pensante (http://www.editoraunesp.com.br/titulo_view.asp?IDT=721)
Silvio Ferraz – Livro das sonoridades [notas dispersas sobre composição] (http://www.polemica.uerj.br/pol16/oficinas/hibridos_1-main.htm)

Excelentes!!!!

( BJ)     O nome das canções da Constantina são coroados de referências literárias, como é o caso da “Florentino Ariza”, queria que você contasse um pouco sobre a escolha desses títulos para as canções.

(DN)  Desde que começamos o Constantina, sentimos que grande parte das músicas tinham alguma relação sinestésica com imagem e literatura que acabavam sendo em muitos momentos o “carro chefe” de determinadas ideias musicais…e dentro do processo de composição coletivo, muitas vezes nos expressamos através de ideias extras musicais…o que inevitavelmente acaba dialogando com a literatura…Acredito também que a estreita relação que Bruno desenvolveu com o desenho nos aproximou muito das “letras”…Hoje em dia, Tulio é o nosso membro com maior peso nos nomes das músicas.

(BJ)   Teve alguma adaptação de livro para o cinema que você curtiu?

DN – Ensaio Sobre A Cegueira de José Saramago com direção de Fernando Meirelles e trilha sonora de Marco Antônio Guimarães – (http://www.youtube.com/watch?v=6wyj1V-aKVc)

(BJ)   Se você pudesse escolher um cd da Constantina para acompanhar um livro, qual livro e qual cd seriam?

DN   –   CD Haveno com o livro A Antibruma de Nils Skare (ldopa.com.br/wp-content/uploads/2010/11/skare_split.pdf)

(http://ldopa.com.br/)

(BJ)     Se te chamassem pra compor uma trilha sonora para uma adaptação de livro para o cinema, de qual livro seria ideal fazer?

(DN) O barão nas árvores de Italo Calvino…tenho algumas ideias para este livro..rsrs!!

(BJ)    Que bandas você escuta quando lê?

(DN) Particularmente não escuto quando estou lendo…acho que esta prática me tira o foco da escrita…ou presto atenção na música ou no texto…doido neh!?…rsrs!!!

Mas em alguns casos específicos quando estou lendo, gosto de escutar música instrumental…independente da rotulação…não ter letras me ajuda bastante para que eu não me distraia com 2 “escritos” ao mesmo tempo…rsrs!

(BJ) Quais são os cinco livros mais importantes para você?

(DN)

__Livro das sonoridades [notas dispersas sobre composição] – Silvio Ferraz

__ O Ouvido Pensante – Murray Schafer

__1984 – George Orwell

__O visconde partido ao meio, O barão nas árvores, As cidades invisíveis – Italo Calvino

__Zine Água (todas as edições) – Zine montado e organizado pela Carol (http://nalaminadafaca.wordpress.com/2010/06/27/zines/)

(BJ)   Você já chegou a escrever algo em ficção?

Há muito tempo atrás quando Bruno, Glauco e eu tínhamos o ana ( http://tramavirtual.uol.com.br/artistas/ana | montamos um zine chamado Parábola que escrevíamos uma espécie de extensão de nossas músicas, mas não dependente…com a intenção de sempre mostrar algo positivo!

“O Que eu Leio e o que eu Faço” – Léo Trindade

março 14, 2011

 

Ele assina os seus emails se dizendo “redator publicitário, músico e entusiasta do profano” e há cerca de 5 anos deixou Maceió (AL), onde passou sua adolescência e começo da juventude, para morar primeiro em Campinas (SP), onde foi trabalhar em uma agência de publicidade, e depois em São Paulo capital.

Originalmente de Londrina, Paraná, Leo Trindade é daqueles caras que tem um bom papo, que fala muito de música mas que também se empolga falando de literatura, cinema e de suas aventuras pela noite. Primeiro foi vocalista e guitarrista da banda alagoana 32 Dentes, que teve uma boa repercussão enquanto esteve em atividade, por volta de 2002 a 2004. Depois formou a banda Estandarte que foi encerrada quando Léo foi para Campinas.

Paralelo a Estandarte ele teve seu projeto solo, o Moderato, onde mostra suas composições mais intimistas, em um esquema gravado em casa, que pode ser ouvida no endereço: www.soundcloud.com/moderato , projeto esse que continua ainda sendo levado adiante.

A característica voz de Léo pode ser ouvida também no primeiro cd da banda alagoana Gato Zarolho (www.myspace.com/gatozarolho) onde ele faz um dueto na canção de sua autoria “Samba Safado prum Dia Triste” com o vocalista da banda, Marcelo.

Na entrevista a seguir Léo fala um pouco da sua relação com os livros, de como um dia eles o afastaram das amizades e de como mais tarde ampliaram seu leque de amigos, e defende que a melhor maneira de começar a ler é não ter critérios nem preconceitos. Confere aê! :

(Bruno Jaborandy) Me conta um pouco de como começou sua relação com a literatura. Primeiro vieram os livros infantis ou os gibis?

(Léo Trindade) Acredito que os livros vieram primeiro, mas tenho lembranças de ler quadrinhos aos 5 anos. Sempre recebi incentivo à leitura em casa. Minha família era rígida em relação a dar presente fora das datas comerciais, mas nunca me negavam livros. Eu tinha uma coleção enorme de livros infanto-juvenis que acabaram doados para primos e outras crianças da família. Quanto aos gibis, eu era louco pelas coisas do Ziraldo. Menino Maluquinho e A Turma do Pererê fizeram a minha cabeça até a editora responsável extinguir os títulos…

(BJ) Qual foi o primeiro livro “de verdade” que você leu? Que tipo de literatura te atraía na adolescência?

(LT) Eu lia os livros da “biblioteca” de casa. Não existia muito critério. Alguém me indicava uma leitura e eu investia nos livros. Eu ainda tinha uma relação forte com os quadrinhos na adolescência – como tenho até hoje. Pra ser bem sincero, o primeiro grande livro que li foi um livrinho que eu pegava toda semana na biblioteca do colégio. O título era algo como “O Mundo de Nicolau”, a memória não me permite muito, mas me lembro de como aquilo mexia comigo. Era basicamente sobre um personagem que via o mundo de uma forma diferente, criativa, que agia fora dos padrões. Aquilo instigava muito a minha imaginação, mexia muito comigo. Eu nunca gostei de fazer as coisas como todo mundo, tinha até dificuldades de ter amigos na escola por não me adaptar. A culpa disso tudo era do Nicolau. Mas valeu a pena.

(BJ) Sobre as letras de suas músicas. O quanto você acha que tem de literatura ali, o quanto do que você leu vai pras suas letras?

(LT)Volta e meia me pego fazendo citações a coisas que li. Às vezes, um verso de um poema ou alguma frase que li fica na minha cabeça e acaba compondo alguma letra. Acho que algumas vezes eu mudo o contexto dos textos originais ao meu gosto, o que é um pouco de sacanagem com o autor original, mas é uma possibilidade de leitura. Eu não cheguei a registrar nenhuma canção minha com citações à textos literários, mas é uma coisa muito presente. Às vezes, isso fica tão diluído que eu acabo me esquecendo de onde veio a ideia original. Acaba fazendo parte da minha referência pessoal, como deve funcionar pra muitas pessoas. É algo bem natural e orgânico. Só as referências diretas são propositais. Nessas viagens, eu me lembro de uma música com versos do Gil Vicente (?!) e do Manuel Bandeira. Mas, ei, eu não me considero cabeçudo.

(BJ) Um tempo desse você era bem empolgado com os escritores brasileiros mais novos, essa empolgação continua?

Como muitas pessoas que gostam de escrever e assistiram ao nascimento dos blogs e o surgimento dos escritores que deles saíram, eu busquei conhecer essa nova safra. Eu li mais coisas que me indicaram do que coisas que procurei sozinho. Eu fazia Letras e estava muito envolvido com grandes escritores, não era exatamente uma fase em que eu lidava bem com textos atuais, mas eu não estava afim de ficar alheio. Do pouco que li, nenhum escritor “vingou”. Não no sentido editorial, acho que a maioria se mantém lançando livros. Foi modinha.

(BJ) Você acha que alguém vai querer ler um livro por ouvir alguma música ou vice-versa?

(LT)Não é qualquer música que cria essa possibilidade. Acho que poucos artistas fazem esse tipo de ponte pro fã. A única coisa que me vem à cabeça é Engenheiros do “Havaí”. O Gessynger adora encher as músicas de citações de autores diversos. Lembro que meus amigos fãs da banda liam tudo o que ele citava. Então a resposta da pergunta é sim, né? E eu duvido que o Chico Buarque seria tão lido se não fosse sua carreira musical. São dois casos em que a música é ponte pra literatura. Acho que o inverso disso acontece muito na literatura “pop”. Autores que adoram citar bandas e músicas acabam influenciando leitores a procura-las. Essas são formas bem direcionadas, balas com alvo certo. Encarar uma obra musical ou literária e fazer uma ponte mais livre entre os dois mundos me parece uma viagem mais longa.

(BJ) Qual livro sobre música (seja ele biografia ou outro) você mais curtiu ler?

(LT) Não me interesso por biografias, quase tudo o que sei sobre bandas li em matérias de revistas e sites – o wikipedia taí pra isso. Mas existe uma exceção digna de nota. Uma vez eu achei em casa um livro assustadoramente intitulado “O Pensamento Vivo”. Era uma séria com várias personalidades, tipo Gandhi, Einstein, sei lá. E tinha esse exemplar com o “pensamento vivo” do defunto John Lennon. E naquela edição tosquíssima tinha a famosa entrevista do Lennon pra Rolling Stone. Não sei nem se os caras tinham os direitos pra publicar aquilo. Enfim, eu nem gostava de Beatles na época, o livro ajudou a desmistificar uma porção de coisas. Hoje, gosto muito de Beatles e esse livro tem um lugar especial na minha relação com a banda. Me ajudou a não ser um fã cuzão.

(BJ) Dá pra citar 5 livros que realmente fizeram parte da sua vida?

 

(LT) Coisas que me marcaram através do tempo e que são super acessíveis:

 

–       Memórias Póstumas de Brás Cubas – Machado de Assis

–       O Amor Nos Tempos do Cólera – Gabriel Garcia Marquez

–       Angústia – Graciliano Ramos

–       Sayonara, Gangsters – Genichiro Takahashi

–       Malagueta, Perus e Bacanaço – João Antônio

(BJ) Qual conselho você daria para alguém que está começando a compor?

(LT) Peque pela falta de critério. Esse é o único momento em que você pode fazer isso. Eu devo ter feito 100 músicas antes de fazer algo que achasse que estivesse bom para mim. O compositor precisa achar sua voz, o que não é fácil, a gente meio que está sempre procurando essa tal identidade própria. Honestidade é sempre bem vinda. Música é uma das coisas mais fáceis e difíceis de se fazer que existe. Qualquer 3 acordes faz uma canção, mas nenhuma canção se sustenta sem substância. Tem que ter verdade, tesão real naquilo que se faz. Eu ainda procuro o meu – e vou encontrar.

(BJ) Aquele projeto de escrever um livro em prosa poética ainda está sendo colocado em prática? Eu e o Diabo?

(LT)Engavetado como tantos outros projetos. Acho que literatura demanda uma boa quantidade de trabalho e amadurecimento de uma porção de coisas pra se realizar. No meu caso, a falta de pressa com a coisa é dominante. Tenho amigos que são capazes de enxergar a estrutura ou a falta dela pra por a coisa toda no papel. Esse momento ainda não chegou pra mim. Pode ser que chegue, pode ser que não. Quem sabe? A graça é essa, se rolar, rolou.

(BJ) Que tal voltar com um blog um dia? É uma possibilidade?

(LT) O www.ordinario.blogger.com.br realmente foi pro saco depois de 6, 7 anos. Fiz algumas outras experimentações. Recentemente fiz o www.dentesquebrados.wordpress.com que anda entregue ao deus dará. Tenho me dedicado à música e a escrita só aparece na hora de fazer letras. Também tenho um projeto para uma história em quadrinhos pra esse ano. Acho que os quadrinhos oferecem um campo de linguagem que a literatura não tem me oferecido ultimamente, ainda há muito pra explorar e transgredir no formato do gibi.

 

 

 

“O que eu Leio e o que eu Faço” – Beto Cupertino

março 2, 2011

 

foto por Laise Chagas

 

“E a gente parecia criança vendo comercial de papelaria anunciar o fim das férias”. Esse trecho, de onde você acha que ele é? Podia muito bem fazer parte de um livro, não é? Mas é da canção “Comercial de Papelaria” da banda goiana Violins.

E o responsável pela letra é o vocalista, compositor e guitarrista Beto Cupertino, que há dez anos vem firmando a banda como um importante exemplo de sobrevivência no cenário independente nacional. Inicialmente chamada Violins and Old Books e com letras em inglês a banda mudou de nome para simplesmente Violins e lançou, pela Monstro Discos ( www.monstrodiscos.com.br ) o elogiado disco “Aurora Prisma”, em 2003. São cinco discos lançados desde então, o último lançado em 2010, com o título “Greve das Navalhas”.

Na entrevista que vocês vão ver a seguir Beto Cupertino respondeu por email a algumas perguntas sobre o quanto a literatura é importante na sua vida e se há uma relação entre o que ele lê e o teor das suas canções. Lá vai:

 

(Bruno Jaborandy) Quando foi teu primeiro contato com a literatura? Quem te influenciou a ler?

(Beto Cupertino) Não sei indicar qual meu primeiro contato com a literatura, mas foi muito cedo, ainda criança. Na adolescência convivi com um amigo que lia muito e me indicou muitos bons livros. Não tive essa influência de professor ou escola.

(BJ)A escolha da sua profissão foi influenciada pelos livros que você leu?

 

(BC)Creio que sim. Em certo momento, como fui professor de filosofia na PUC-GO, essa relação foi bem direta.

(BJ) Antes de ser compositor você chegou a escrever poemas?

 

(BC)Escrevia algumas bobagens quando menino e adolescente. Depois nunca mais escrevi poemas, não gosto muito do formato, na verdade. Sou mais um leitor de prosas.

(BJ) Algum poeta é referência para as letras das suas músicas?

 

(BC) Acho que justamente por não gostar do formato poesia, nunca tive um poeta favorito, nunca fui um profundo conhecedor de poesias e poetas.

(BJ) No começo a banda era chamada “Violins and Old Books”. Essa imagem, do jovem que curte livros antigos, fez realmente parte da sua vida?

 

(BC) Olha, de certa forma, sim. Sempre fui muito ligado a livros desde pequeno. Não é um universo estranho pra mim.

(BJ) As letras da banda tem um vocabulário bastante poético, porém contam histórias de uma ótima maneira. Você já chegou a se aventurar no texto em prosa?

(BC)Tenho alguns projetos em andamento nesse sentido. Um livro em fase final de confecção. Vamos ver se consigo publicar em algum lugar.

(BJ) Você sente que a música pode ser uma maneira de influenciar o jovem a ler? Qual livro sobre música você leu e achou legal?

 

(BC)Acho muito difícil uma música influenciar alguém a ler, é uma relação mais precária. Eu acho que nunca fui motivado a ler por uma música. Não sei se é uma ligação fácil de ser feita. Eu particularmente nunca li um livro sobre música. Me dei conta disso agora.

(BJ) Quais os seus) livros favoritos?

 

(BC) Livros que foram marcos na minha vida são alguns:

O Estrangeiro – Albert Camus;
A Montanha Mágica – Thomas Mann;
Auto-de-fé – Elias Canetti;
Antes de Nascer o Mundo – Mia Couto.
Cem Anos de Solidão – Gabriel Garcia Marquez

 

 

“O Que eu Leio e o que eu Faço” – Giancarlo Ruffato

março 1, 2011

Giancarlo Ruffato é um músico de 29 anos que habita a cidade de Curitiba, Paraná, e, desde 2005, quando saiu o disco “Lo-Fi Dreams” vem lançando seus trabalhos de uma forma independente.

Pelo teor literário de seus escritos e pelas ótimas respostas que ele deu nessa entrevista realizada por e-mail, ele foi o escolhido para ser o primeiro personagem da série de perfis “O Que eu Leio e o Que eu Faço” do blog Do Bruno.

O objetivo da coluna é desvendar os hábitos literários de músicos independentes brasileiros, com uma certa preferência por integrantes de bandas que compõem em português, e entender a influência da literatura na música e vice-versa. Nas próximas edições teremos entrevistas com Beto Cupertino (vocalista e guitarrista da banda goiana Violins) e com Felipe Ricotta.

Optando por compor em português o cantor/compositor paranaense faz da internet uma plataforma de divulgação do seu som e dos seus escritos. Formado em Publicidade ele concilia essa atividade de músico com seu emprego no Sesc Paraná,  na área de comunicação e produção cultural. Suas palavras podem ser encontradas em seu blog http://giancarlorufatto.blogspot.com , onde seus discos podem ser downloadeados gratuitamente, incluindo o último trabalho, chamado “Machismo”, segundo o autor “uma piada sobre o total jeito do homem para com relacionamentos”.

Em longas respostas Giancarlo nos conta um pouco do que curte em se tratando de literatura. Vou logo falando que as referências são muitas, então prepare-se para anotar as obras que parecerem interessantes segunda a visão do músico, ok?

Lá vai:

(Bruno Jaborandy) Me fale um pouco de como começou seu contato com a literatura. Quem te influenciou mais? Os colégios onde você estudou tiveram alguma influência?

( Giancarlo Ruffato ) Coleção Vaga-lume é literatura, certo? Eu comecei lendo a coleção dos irmãos Grimm que ganhei com 4, 5 anos, depois Coleção Serelepe e finalmente a Vaga-lume. Vim de uma família de caminhoneiros, ninguém tinha (ou tem) o habito da leitura em casa.

Eu ganhei uns pontos a mais por que meus pais passavam muito tempo fora trabalhando e eu brincava muito tempo sozinho, aí a imaginação era a minha literatura – isso e (os gibis) da Turma da Mônica.

O primeiro livro de “verdade” foi “O Guarani” do (José de) Alencar, mas só gostei porque havia os Aimorés na historia e eles comiam gente.

(BJ) Antes de ser compositor você escrevia poemas? A partir de que idade você começou a compor?

(GR) Não lembro de ter escrito antes de escrever musicas, mas acho que é porque eu morria de medo que isso viesse a publico. Minha mãe tem um recorte de jornal da cidade (Coronel Vivida, Paraná) com um conto sobre o dia dos pais que escrevi aos 9 anos.

Minha família guardou cadernos, essas coisas de criança, mas eu preferia desenhar a escrever. Só aos 15 anos eu passei a escrever musicas e aos 17/18 que eu cantei em público uma delas. Eu tenho um problema na mão esquerda que impede executar alguns movimentos no violão, então, era mais fácil do que tocar a música dos outros. As letras sempre saiam de historinhas com vinte, trinta linhas, isso não mudou desde então. A influencia da Legião (Urbana) era grande, mas só de um disco (inteiro): “O descobrimento do Brasil” e das baladinhas do “V”.

(BJ) Algum poeta é referência para as letras das suas músicas?

(GR) Poemas, eu não sei. Sempre fui do conto, da prosa, de Nick Hornby e de Caio Fernando Abreu, mas se perguntarem, digo que não gosto mais. Teve uma época que eu li um monte de William Faulkner, F. Scott Fitzgerald, Truman Capote e Julio Cortázar, mas acho que no fundo li apenas para impressionar garotas e ocupar o tempo que me sobrava sentado na biblioteca publica. Sempre gostei mais da imagem que a leitura faz, tipo filme, cria o começo e o fim da cena e tenta pensar no dialogo, é o que minha música é, um monte de imagem.

(BJ) Suas letras soam bem confessionais. Existe algum autor nessa mesma linha que você curte ler, seja poesia ou prosa?

(GR) Minhas letras são confessionais, mas prefiro me ver como um confessionário. Em grande parte do tempo, é a vida dos outros que estou cantando. Prefiro pensar que minha vida se parece mais como as musicas da banda Mordida, aqui de Curitiba. Eu gosto de gente que é capaz de situar o leitor ao local onde a historia passa, Capote é assim na maior parte do tempo – pena que tem gente que o trata como literatura menor, gente que só leu A sangue frio. Tem aquele livro “menor” do J.D. Sallinger, “Seymour, uma apresentação”, “Suave é a Noite” do Fitzgerald e “Paris é uma Festa” do Ernest Hemingway. Gosto de gente que mistura ficção, vida real e pimenta nos olhos dos outros.

(BJ) Você já se aventurou na prosa alguma vez?

(GR) No mesmo período de “trevas” da vida, em que eu passava muito tempo lendo na biblioteca publica, eu inventei de escrever bastante. Está tudo no meu blog, tem muita coisa ruim, muita coisa que romantiza a fase ruim e um continho do Mojobooks, feito com base em “Hghway 61 revisited” de Dylan (pode ser encontrado para ler em http://www.mojobooks.com.br/mojo_inteira.php?idm=113). O que eu gosto de escrever de verdade é falar sobre a infância, romantiza-la até torná-la um lugar bonito de recordar.

(BJ) Sobre os títulos das suas músicas, exista alguma banda que você admira pelos títulos de suas canções?

(GR) Banda? Não sei, os Stones tinham títulos ótimos, mas eram todos roubados de blues anteriores a existência deles. No Brasil, eu gosto dos títulos do Lestics, do Beto Só – artistas com o qual eu e minha banda (Hotel Avenida) temos uma ligação direta.

Bruce Springsteen diz que a medida que se aproximava do povão, sem querer ele também abandonava os títulos enigmáticos dos primeiros discos para títulos que qualquer pessoa poderia entender.  Gosto dos títulos do Dylan, há até uma teoria furada – porem divertida que diz que se você não conhece nada de Dylan, sempre comece pelas musicas com títulos mais longos, são sempre as melhores. Acho que títulos longos só existem para duas coisas: tentar explicar a letra em uma frase ou fingir uma sofisticação – isso ou aquilo.

(BJ) Você sente que a música pode ser uma maneira de influenciar o jovem a ler?

(GR) Será? Eu procurava saber quem meus artistas favoritos citavam nas entrevistas, mas isso era em uma época que uma entrevista da Bizz (revista brasileira dedicada a música e comportamento, que foi publicada, com alguns intervalos, entre 1985 e 2007) que me acompanhava por 40 dias e era lida 4, 5 vezes.

Hoje eu leio mais quadrinhos que livros e, trabalhando num centro cultural com uma biblioteca cheia de itens de artes, vejo que os livros que mais saem são aqueles que se amontoam em qualquer megastore do Brasil. É engraçado perceber a evolução humana, que algumas pessoas que pegaram um “Crepúsculo” há 2, 3 meses atrás, hoje estão levando um “A Hora da Estrela”, um Clarisse Lispector hoje. Pode ser o inicio de um leitor – como pode ser alguém querendo saber quem era a tal Clarisse que estava no treding topics do twitter.

(BJ) Que livros você indicaria para alguém que curte o seu som? Quais foram os livros que mais marcaram a tua vida?

(GR)Alta Fidelidade, do Nicky Hornby, para o bem ou para o mal, mudou muita gente e eu me sinto um idiota de dizer que ainda acho uma leitura legal, mesmo que não seja necessariamente uma literatura rica, é leitura pra meninos. Foi o meu crepúsculo, meu Harry Potter, tenho o livro, o Dvd, vi a peça – “A vida é feita de som e furia” e estou com o ingresso na mão pra estréia da continuação “Trilhas sonoras de amor perdidas”, em abril.

Tem um livro que está nos meus favoritos – “Dentro do Rock” – (Writen in Soul, nome original), um livro lançado nos anos 80 que compila uma série de entrevistas com compositores da música pop (da época). Esse livro tenta entender o processo da composição de gente como Dylan, Van morrison, Springsteen, Bono Vox, etc. Vale para quem é fã de canção.

(BJ) Sobre as adaptações da literatura para o cinema. Qual a adaptação que você mais achou massa? Teve algum que você achou uma bosta?

Aparentemente, no cinema, tudo é adaptação, até Cobra – aquele com o Stallone. O pior deveria ser aquele Peter Pan com a Julia Roberts e o Robin Williams (Hook), mas gostava quando era criança, então, prefiro dizer que é “O curioso caso de Benjamin Button” do Fitzgerald, transformaram o conto na historia de um bundão que nasceu ao contrario e viu a vida passar.

O melhor nunca foi feito – sabe lá porque, mas eu queria muito um filme adaptado de “Ouvindo as musas” texto do Capote que narra a viagem do musical “Porgy and Bess”, dos irmãos Gershwin, até a União soviética no auge da guerra fria. Imagine, década de 50 e uma peça cheia de emblemas americanos, personagens principais negros, e em Leningrado.  É roteiro para Oscar fácil. Está lá no “Os cães ladram”, pra mim o melhor do Capote.

Por que eu pedalo em Maceió

fevereiro 14, 2011

As razões são várias. Primeiro eu tenho que começar afirmando que pedalo por toda uma questão sentimental. Aprendi a andar de bicicleta relativamente tarde, tinha sete anos. Tive a sorte de poder ter uma casa na minha infância onde o perigo dos carros não estava por perto. Era a casa da minha avó, no Barro Duro. Lembro de como foi emocionante coordenar o equilíbrio com as pedaladas e a movimentação do guidão. A cada queda meu pai falava: – Levanta pra cair de novo!

E era assim a rotina do bikeiro iniciante. Lembro de quedas memoráveis, como uma vez em que perdi o controle e fui de encontro a uma cerca de arame farpado, saindo com apenas alguns arranhões, felizmente. Ou de outra vez em que estava com mania de ficar em pé no quadro da bicicleta, aconteceu que eu escorreguei e fiquei pendurado no quadro, arrastando as costas no chão. E lembro dos domingos no trecho Pajuçara-Ponta Verde, e de como era divertido andar de bike naquele asfalto, ainda bem que esse ritual domingueiro se mantém para muitas famílias da minha cidade.

Hoje a bicicleta é para mim uma ferramenta de liberdade. Infelizmente eu moro em uma cidade que nunca foi pensada e imaginada como uma cidade. Há pouco tempo que projetos urbanísticos de maior amplidão vem sendo aplicados aqui. Muita gente se beneficia dessa falta de planejamento, e da falta de tempo dos maceioenses para reclamar.

As empresas de ônibus que atuam na área urbana de Maceió oferecem um péssimo serviço a população. Ir para o centro da cidade de manhã é um desafio. Da janela do ônibus você vê centenas de carros ocupados por apenas uma pessoa. Nenhuma dessas pessoas tem a consciência do mal que ela faz a cidade. É muito, mas muito fácil, colocar a culpa no poder público e não ver o que a iniciativa privada, empresas de ônibus, deixam de oferecer para nós.

Eu pedalo em Maceió como uma maneira de contestação também. Cada freiada que eu levo em cima, cada buzinada, só me dá mais vontade de pedalar. Eu olho para trás e vejo um indivíduo engravatado muita das vezes falando no celular enquanto dirige. Imprimi e plastifiquei um daqueles sinais de “Respeite. Um carro a menos”. Muitos debocham disso. E eu não tenho carro, mas ocupar um espaço no ônibus também não significa um carro a menos?

Eu pedalo em Maceió porque moro e trabalho na parte baixa da cidade. Me desloco com uma rapidez enorme entre Jatiúca e Ponta Verde. Temos uma ciclovia relativamente boa no trecho Jatiúca-Ponta Verde-Pajuçara-Centro e Prado. Apesar do desrespeito dos pedrestes, principalmente dos turistas, eu utilizo essa ciclovia diariamente, seja para deslocamento, seja para exercício. Sempre reclamo quando vejo meu espaço sendo desrespeitado. Poucas vezes tive que proferir alguns palavrões ou xingamentos porque certas pessoas não tem bom senso e ficam lá, hipnotizadas pelo mar, caminhando pelo espaço onde bicicletas devem circular.

Eu pedalo porque penso no futuro, também. Não sou nenhum ecochato, mas quero um futuro bom para a geração que virá depois de mim. Sem tanta fumaça, sem tanto barulho, sem tantos acidentes. Pedalo porque é barato e divertido também. Ver Maceió de manhã, com aquele visual todo, indo pro trabalho é uma grande recompensa pelo quanto você vai suar até chegar ao seu destino.

Eu pedalo porque sei que muita gente também pedala. O pessoal da Bicicletada sempre faz passeios noturnos, e meus olhos brilham ao ver aquele monte de ciclista ocupando as ruas, gritando por espaço, se fazendo ver, se fazendo ouvir.

Carrego na pele e no coração o orgulho de ser bikeiro. #bikepride

 

Haneke em ótima forma !

fevereiro 12, 2010

Conheci Michael Haneke da forma como conheci muitos dos cineastas que hoje eu adoro: na prateleira de filmes estrangeiros da (que pena) extinta Vitória Vídeo, lugar onde hoje há uma loja da Le Postiche e uma de O Boticário. Vivia naquela locadora, toda tarde, revirando os filmes, lendo as resenhas nas capas das (ainda) fitas cassete, e foi assim que eu usei como critério, por muito tempo, que filme bom é filme não falado em inglês.

Às vezes nem era. Mas era só aquela coisa de menino novo querendo dar uma de intelectual, e foi bom, hoje só gosto tanto de Almodóvar e Julio Medem graças a essa segregação da locadora. Com Haneke não foi diferente. Primeiro assisti a primeira versão de Funny Games, que tinha como título Violência Gratuita. Pirei naquele filme. Eram cenas de tortura, de sadismo e de um terror psicológico que te deixavam pensando nisso por muito tempo.

E esses são ainda os ingredientes do filme mais novo do cineasta: A Fita Branca. Certamente filmado em preto e branco para torturar mais ainda nossos olhos acostumados aos filmes coloridos A Fita Branca narra uma série de episódios ocorridos em um povoado protestante da Alemanha, em meados de 1913-1914, período prévio a Primeira Guerra Mundial. Uma corda que é colocada para derrubar o médico de seu cavalo é o episódio inicial da trama.

O que mais assusta no filme são os olhares das crianças. Vestidas da maneira protestante elas me lembraram bastante o povo Amish, que vive na zona rural norte americana e insiste em pregar uma volta ao período sem tecnologia, se vestindo e vivendo com os pioneiros norte-americanos. Lembra do filme Colheita Maldita? Vai, eu sei que você lembra. Pois é, os olhares das crianças do antigo filme de terror ainda estão lá, mas, aqui, o lance é outro.

Cercadas por regras de conduta o que se sente é que as crianças do filme começam a questionar a soberania das principais autoridades do povoado, que são o Pastor, o Barão, o Médico e o Professor. Esse último é quem fica responsável pela narração do filme, com voz de velho cansado, e com uma linguagem muito simples, espécie de diário dos acontecimentos. O que acontece é que essas autoridades são os pais dessas crianças.

O que se observa é a crueldade dos atos dos adultos naquele pequeno povoado. As palavras duras e os castigos físicos aparecem durante todo o filme, e, em nenhuma hora, parecem ser gratuitos. A Fita Branca mostra como a sociedade alemã estava, traçando uma espécie de genealogia do nascimento do totalitarismo. Afinal a ascensão de um líder não se explica apenas pela sua capacidade e carisma, mas pelo apoio da sociedade.

Não é um filme fácil de assistir, mas é bastante valioso passar duas horas e meia acompanhando os percalços dos personagens, e tentando entender quem foi o responsável pelos episódios ocorridos. Os atores e a reconstituição dos povoado estão maravilhosamente detalhados. Certas cenas lembram quadros figurativos, principalmente aquelas filmadas em externa, no meio da neve.

Durante o filme volta e meia ficava pensando como agora mudou toda essa lógica de se descobrir aquelas obras feitas por pessoas que de repente vão virar seus ídolos. Quando eu conheci o Haneke eu não pude ir no All Movie.com ou no IMDB. Penso que esses sites de repente até já existiam, mas eu confiei pura e simplesmente no fato de ele estar na prateleira de filmes estrangeiros e pela resenha escrita na capa.

A Fita Branca venceu a Palma de Ouro, no Festival de Cannes, em 2009, e o Globo de Ouro 2010 e está indicado ao Oscar como melhor filme estrangeiro e na categoria melhor fotografia, estréia na quarta-feira de cinzas, dia 17 de fevereiro no Centro Cultural Sesi. Fiquem ligados no www.centroculturalsesi.com.br e saibam sobre as sessões!

janeiro 28, 2010

Retrospectiva 2009 !!!!

janeiro 1, 2010

Pessoal, 2009 foi talvez o ano mais produtivo da minha vida. Em todos os sentidos. Primeiro porque voltei a tocar de verdade, tendo muito prazer em tocar na Reefers, cover de Sublime, e principalmente na Dad Fucked and The Mad Skunks, onde assumi o baixo com o maior prazer do mundo. Segundo porque conheci pessoas maravilhosas, voltei a sair, a conviver com meus amigos, me formei na UFAL, conheci a minha namorada, ou seja, 2009 foi um ano bom.

E como foi um ano bom eu tenho prazer de compartilhar aqui com vocês alguns Top 5 desse ano. Espero que vocês curtam.

5 shows que eu assisti:

  1. Macaco Bong, no The Jungle, em Maceió: show do ano para mim. Sempre gostei de Macaco Bong e foi muito bom ver os caras tocando, quase uma hora de belas execuções e, o melhor, saber que os caras vieram para Maceió em um esforço conjunto das bandas e dos coletivos que fazem parte do Circuito Fora do Eixo.
  2. São Paulo Underground, no Coquetel Molotov, em Recife.
  3. A Banda de Joseph Tourton, no Festival Lab, em Maceió.
  4. Jorg and The Cowboy Killers, no Antigo Beagá, em Maceió.
  5. Dubex, no The Jungle, em Maceió.

5 discos nacionais:

  1. “Artista Igual Pedreiro” do Macaco Bong: um dos melhores discos da história do rock nacional, marcou altos momentos desse ano, como viagens e final de reunião do Coletivo Popfuzz.
  2. “Tempestade Bipolar”, do Polara.
  3. “Você não Entendeu Porra Nenhuma”, do Ricotta.
  4. “Volume III”- Frank Jorge
  5. “Certa Manhã eu Acordei de Pensamentos Intranquilos”, do Otto.

5 discos internacionais:

  1. “At Home With Owen”, do Owen: foi uma ótima surpresa de final de ano essa. Conhecia já o trabalho do Cap’n Jazz, mas meus amigos me mostraram o que o antigo baterista da banda faz hoje em dia. Muitas noites andando de bicicleta e ouvindo.
  2. “Vampire Weekend”, do Vampire Weekend.
  3. “Black Out”, do The Good Life.
  4. “For Emma, Forever Ago”, do Barzin
  5. “Mama, I’m Swollen”, do Cursive.

5 músicas:

  1. “Eu não Consigo ser Tão seu o Tempo Todo”, do Ricotta: para quem não sabe Felipe Ricotta é o Kiabbo, do programa Quinze Minutos, da MTV. No final da adolescência ele fez parte da banda Carol Azevedo Morreu e tinha um blog onde fazia uma espécie de jornalismo gonzomusical. Nessa música ele fala sobre como às vezes a gente não consegue mais seguir com alguém porque essa pessoa não tem consciência da sua importância. Marcou muito esse ano que passou.
  2. “Dois”, da Tiê.
  3. “Graver Dans La Roche”, do S.N.I.P.E.R.
  4. “Não Existe Adeus”, do Hateen.
  5. “The Bright Nights”, da Jorg and the Cowboy Killers

5 Filmes:

  1. ”A onda”: filmaço. Com um roteiro rico e interpretações maravilhosas. Mostra como algumas idéias ainda estão vivas, e o quanto elas são perigosas.
  2. “Ainda Orangotangos”
  3. “Estômago”
  4. “O Milagre de St. Anna”
  5. “Zack and Miri Make a Porn”

5 momentos grandiosos:

  1. Estrear solo: nesse ano fiz meus primeiros “shows” tocando sozinho. É uma emoção muito diferente de tocar com banda, uma sensação de estar mais desprotegido mas ao mesmo tempo mais responsável pelo processo. Black Jeans My Dear vai seguir esse 2010, mas com uma banda acompanhando.
  2. Fazer o primeiro show com a Dad Fucked and The Mad Skunks
  3. Trabalhar no Bar do Bolado, no Maionese 5.
  4. Conhecer a Taynara
  5. Participar da Organização da Tour Nordeste Fora do Eixo.

5 aprendizados/reaprendizados :

  1. A confiar nas pessoas.
  2. A trabalhar em equipe.
  3. A calar nas horas certas.
  4. A dizer que sou jornalista.
  5. A técnica do baixo elétrico.

5 amizades fortalecidas:

  1. Rodolfo Lima
  2. Nina Magalhães
  3. Lueba
  4. Rafael Caselli
  5. Victor de Almeida