Tour Nordeste Fora do Eixo movimenta o domingo em Maceió

Dezembro 7, 2009 por brunojaborandy

Coletivo Popfuzz coordena a etapa Maceió da Tour!

O Coletivo Popfuzz realiza no domingo, dia 13 de Dezembro, a etapa Maceió da Tour Nordeste Fora do Eixo, com as bandas Macaco Bong (MT), Burro Morto (PB), Porcas Borboletas (MG) e a alagoana Cross the Breeze. O local do show é The Jungle, na Avenida Comendador Leão, iniciando às 17h, e com ingressos a R$ 5,00.

O Coletivo Popfuzz se firmou como Ponto Fora do Eixo, o que possibilitou que articulações fossem feitas para que a turnê Fora do Eixo passasse por Maceió. É uma boa oportunidade de assistir ao show de bandas que conquistaram um bom espaço na música independente nacional e a primeira de uma série de ações que o Coletivo está preparando para o final desse ano e para o começo de 2010.

A banda Macaco Bong, de Cuiabá(MT), vem ganhando uma série de admiradores por todo o Brasil com seu rock instrumental. O trio guitarra-baixo-bateria foi indicado ao Video Music Brasil, da MTV, esse ano, na categoria instrumental e o disco “Artista Igual Pedreiro” foi escolhido pela Revista Rolling Stone como Disco do Ano, superando artistas como Marcelo D2 e Ney Matogrosso.

A paraibana Burro Morto, que começou como um coletivo musical, já viajou uma boa parte do Brasil mostrando sua música instrumental com elementos de jazz, rock e música latina, e participando de festivais independentes, é um dos grandes nomes do instrumental nacional.

A mineira Porcas Borboletas já tocou em diversos festivais nacionais com sua mistura de rock, samba e outros ritmos brasileiros, com letras divertidas sobre temas cotidianos, todas cantadas em português.

A alagoana Cross the Breeze foi convidada pelo Coletivo para abrir o evento e mostrar como a música independente alagoana vem ganhando novos elementos. São três garotos, todos na faixa de 20 anos, que fazem um som inspirado no movimento shoegazer, com instrumental bem feito e letras em inglês.

A etapa Maceió da Tour Nordeste Fora do Eixo é o primeiro show realizado após o Coletivo Popfuzz se integrar ao Circuito Fora do Eixo, que é formado por 49 coletivos de todo o Brasil e que realiza uma série de ações na área de difusão de cultura e intercâmbio de tecnologias. Para esse evento o Coletivo Popfuzz firmou a parceria com os coletivos Natora (PB), Rede Ceará de Música (CE), Coletivo Mundo (PB), Lumo Coletivo (PE), Rede Música Sergipe (SE) e Quina Cultural (RN).

Maiores informações nos endereços eletrônicos: www.foradoeixo.org.br e www.twitter.com/popfuzzrec ou pelo email brunojaborandy@popfuzz.com.br, além do telefone 9925.9684.   

 http://www.myspace.com/macacobong -
http://www.myspace.com/porcasborboletas -
http://www.myspace.com/burromorto -
http://www.myspace.com/crossthebreezebr

Sexto dia – SESI BRASIL – III Mostra de Cinema Brasileiro

Dezembro 3, 2009 por brunojaborandy

 

FILMEFOBIA

“Just like a paper tiger
Torn apart by idle hands
Through the helter skelter morning
Fix yourself while you still can”

Beck

Numa tradução livre seria algo como “como um tigre de papel, rasgado por mãos inúteis, pela caótica manhã, dê um jeito em si mesmo enquanto você ainda pode”. Esse é um trecho da música “Paper Tiger” do álbum Sea Change, do Beck. Nessa canção ele evoca a figura do tigre de papel, uma metáfora usada por Lacan para as fobias humanas. Essa mesma figura é evocada também pelo cineasta Jean Claude Bernadet, principal figura do longa “Filmefobia”, do diretor Kiko Goifman.

Por que tigre de papel? Porque é uma figura assustadora, a de um tigre, mas, no fundo, é de papel, inofensivo, como a maioria das fobias é. Por que ter medo de borboletas, se elas são bichos que não te atacam?

O objetivo do filme não é tratar a fobia das pessoas que se dispuseram a participar da experiência, não se trata de uma terapia e no fundo não importa para a equipe do filme se as pessoas que participaram vão “curar” suas fobias.

O que importa é a reação. Talvez por isso o filme vem ganhando uma série de críticas negativas, chegando a ser comparado com a detestável obra do diretor Lars Von Trier “O Anticristo”. Não vi semelhança nenhuma. “Filmefobia” não irrita como o filme do Von Trier, e sim nos oferece uma visão sobre as pessoas que sofrem de fobia.

Pra te ajudar a entender como o filme funciona vou te contar um trecho: um rapaz, de menos de 30 anos conta uma história sobre como começou sua fobia de ratos. É uma história incrível e enquanto o depoimento em off é narrado a equipe vai preparando a experiência. Uma armação de madeira com a parte de baixo oca é colocada pendurada, nessa parte oca existe uma gaiola onde são colocados cerca de 30 ratos, grandes, gabirus, mesmo. Depois o rapaz deita sobre a parte de cima da cama e é amarrado. As câmeras, fotográficas e de vídeo, registram então a agonia do rapaz ao sentir os ratos se mexendo embaixo dele. É perturbador, mas válido ver aquilo tudo acontecendo.

“Filmefobia” é um retrato das fraquezas humanas. De como pessoas podem ter sua vida e sua liberdade perturbadas pelo medo de “tigres de papel”. Apenas o nome de Jean Claude e do convidado especial José Mojica Marins são citados no filme. Não há gerenciador de caracteres para contar o nome das pessoas que participam das experiências, não há necessidade de saber disso. “Filmefobia” é uma bela de uma experiência cinematográfica e indico ela para todos, sensíveis ou não.

Mostra Sesi Brasil – quinto dia!

Dezembro 2, 2009 por brunojaborandy

Quinto dia da III Mostra de Cinema Brasileiro – SESI Brasil, são quase 19h30 e as pessoas compram as paradas de comer e beber na bomboniére do Cine Sesi. Muitas pessoas! Talvez quinze vezes o número de pessoas que vieram ver a mostra de curtas do Camilo Cavalcante ontem, realizada na mesma sessão. O motivo de ter mais gente: Caetano Veloso! O filme “Coração Vagabundo”, de Fernando Grostein Andrade narra as aventuras do artista na turnê do disco “A Foreign Sound”, em São Paulo, Estados Unidos e Japão.

A platéia: os habituées do Cine Sesi, professores universitários e jovens garotas que, com certeza, já colocaram algum trecho de letra do Caetano em sua página pessoal na internet. Manda ver Caetano, há 41 anos mandando bala, incomodando, atraindo e sempre polemizando!

Polêmica. Era exatamente isso que me deixava com um pé atrás do Colosso de Rodes com relação ao Mr Veloso. O cara chegou chegando, dizendo ao público do Festival da Canção, de 1968, que eles não tinham entendido nada, que o que ele tava fazendo era algo de novo, depois apoiou coisas tão diversas como o funk carioca e o axé baiano, conseguiu fazer com que canções do brega chegassem aos alto falantes dos carros da elite.

Depois eu pensei que todas essas polêmicas eu mesmo superei. Hoje considero o funk carioca uma forma de expressão e do lema do Do It Yourself só comparado ao punk rock e ao brega paraense. Ou seja, adeus pé atrás.

A verdade é que “Coração Vagabundo” faz a gente gostar mais de Caetano. Que ele é um gênio, que mudou a música brasileira e que fez álbuns lindos e outros detestáveis, todo mundo já sabe. Agora, no documentário, você pode ver como o cara é simples, porque revela suas fraquezas e limitações. Podemos ver o artista se despindo, literalmente e metaforicamente, na frente das câmeras.

Caetano é uma artista da prática, com uma atitude anti virtuosismo, em um trecho do doc ele fala “Se chamassem um bom guitarrista ou bom “gaitista” para tocar com o Bob Dylan, ele não seria Bob Dylan

É divertido ver Caetano sendo bom humorado, andando pelas ruas de Nova York, Tóquio e Osaka e contando um pouco da sua história, do papel enquanto artista, da homenagem que fez a Michelangelo Antonioni, é interessante vê-lo com David Byrne num esquema de amizade que parece de muito longa data.

A parte musical do filme é belíssima. A banda que acompanhou Caetano nessa turnê é de um minimalismo e de uma beleza impressionantes! Cordas e pouca eletricidade dando espaço a voz potente e bem trabalhada do artista principal. Tudo muito bem gravado, com um ótimo trabalho de som.

Se eu contar porque o documentário se chama “Coração Vagabundo” eu vou estragar uma das partes mais pitorescas do filme! Mas é só um dos momentos peculiares e engraçados do doc. É um merecido registro de um artista tão importante para a história da música brasileira, um artista que não gosta de se deixar enganar e nem gosta de enganar os outros, em suas próprias palavras.

Ainda Orangotangos

 Depois, na sessão de 20h30, veio “Ainda Orangotangos”, de Gustavo Spolidoro. As pessoas foram embora, realmente elas tinham ido ver o Caetano. Restam umas 30, na sala.

O filme é uma porrada de uma hora e quarenta. Com uma história que registra um período de cerca de 14 horas, e que faz o percurso metrô-mercado-ônibus-prédio-mercearia-praça-festa de quinze anos. Rodado em Porto Alegre o filme me mostrou que a cidade é mais louca do que eu pensava, a “Poa” que eu conhecia era louca, era a dos livros do Daniel Galera, mas essa, é mais ainda.

Não sei se é a intenção do diretor, mas o filme tem partes extremamente irritantes, com pessoas histéricas vivendo pequenas situações de agonia que se estendem além do tempo necessário. Tudo muito bem feito, claro. Para quem gosta de ver cinema para se sentir incomodado o filme é um prato cheio, mas para quem não tem essa intenção o filme consegue agradar também. Embora, na saída da sessão, ouvi um casal escrachando o filme.

É uma trama rubemfonsecanesca com sotaque gaúcho e que é tão punk quanto a música do Replicantes que encerra o filme, num final muito bem escolhido!

SESI BRASIL – III Mostra de Cinema Brasileiro

Dezembro 1, 2009 por brunojaborandy

Pessoal, fui convidado pelo assessoria do Cine Sesi para cobrir como blogueiro a III Mostra de Cinema Brasileiro SESI BRASIL, e, por motivos de agenda não pude comparecer nos três primeiros dias (sexta, sábado e domingo), mas vim acompanhando via Twitter a repercussão e os excelentes comentários sobre a mostra que tem como objetivo mostrar o “Brasil além do óbvio”, com diferentes visões sobre o país e, mais especificamente sobre o brasileiro em si, em que vivemos a partir de cineastas de diversos estados.

O quarto dia da mostra, segunda-feira, começou com a reprise do filme Iluminados, de Cristina Leão. É uma espécie de documentário/homenagem a uma figura muito valorizada por quem conhece cinema, mas que pode passar despercebida pelos que apenas vêem cinema, que é o fotógrafo.

  1. “Iluminados

O filme conta com depoimentos dos já consagrados fotógrafos do cinema nacional: Walter Carvalho, Fernando Duarte, Pedro Farkas, Dib Lutfi, Edgar Moura e Mário Carneiro. São comentários emocionados sobre a experiência no inicialmente artesanal cinema brasileiro, os entrevistados visitam desde a sua infância e despertar para a fotografia, mostrando seu modus operandi e mostrando os detalhes de seu trabalho delicado.

“O mais gratificante no meu trabalho é o set”, conta Walter Carvalho em seu depoimento, na minha opinião o mais forte e mais pensado do filme. Walter Carvalho realmente faz e pensa sobre o seu trabalho, e cita pessoas de outras artes na sua fala, é um profissional muito próximo da figura que se necessita nas artes nos tempos atuais, a do artista/técnico/filósofo, que trafega por essas áreas de conhecimento com maestria.

Mas “Iluminados” não fica apenas nos depoimentos e na utilização de fotos e filmes em que os fotógrafos trabalharam. A grande diferença do documentário é a idéia de todos os entrevistados dirigirem uma cena onde um casal de atores contracena em um quarto-cenário. Durante os depoimentos as falas se misturam com a preparação da cena, e ao final do depoimento, podemos ver o resultado final da iluminação e da fotografia utilizada, com a assinatura de cada um. O documentário é bem dirigido, bem editado e bem estruturado, e foi uma pena ver apenas três pessoas, incluindo eu, assistindo o filme, na primeira sessão.

  1. “Cantoras do Rádio”

 Depois veio a exibição do filme “Cantoras do Rádio”, de Gil Baroni e Marcos Avellar. Trata-se de outro documentário/homenagem, dessa vez com o objetivo de resgate histórico da Era de Ouro do Rádio brasileiro.

São entrevistas com as cantoras Carminha Mascarenhas, Ellen de Lima, Marlene, Violeta Cavalcante e de outros nomes da arte nacional como a do humorista Chico Anysio. A pergunta principal que paira em todas as entrevistas é: Por que o brasileiro tem vergonha do seu passado?

E para responder a essa pergunta as senhoras simpáticas possuem várias teorias. E traçam essas teorias enquanto abrem suas casas para os diretores e se preparam para um show. As vozes e a vontade de cantar continuam iguais, e são depoimentos carregados de emoção e de uma certa amargura pela falta de reconhecimento do seu trabalho.

A única coisa que me desagradou no filme foi o final, com as senhoras colocadas em um fundo de cromaqui com ilustrações ridículas de cenários do Rio de Janeiro. Totalmente desnecessário, visto que o documentário foi rodado no Rio de Janeiro. Mas as nove pessoas que estavam na sala na hora da exibição adoraram o filme.

3. Curtas e bate-papo com o diretor Camilo Cavalcante

Depois, ás dezenove horas foi a vez de acompanharmos os curtas do diretor pernambucano Camilo Cavalcante, que estava presente na sessão e que conversou com os espectadores após o final da exibição de seus curtas, num bate papo e depoimento descontraídos.

Camilo trabalha com audiovisual desde 1995, e já possui doze trabalhos em filme e vídeo, de 16 a 35mm. Ele afirma que o que sabe sobre cinema aprendeu basicamente lendo e vendo filmes, num caminho de auto-didata, mas que cursou jornalismo, que parecia mais próximo a esse mundo do audiovisual.

O primeiro curta exibido foi “O Velho, O mar e o Lago”, de 2000, que conta a história de um velhinho que toma conta de um farol, e que lida com o sentimento da solidão enquanto lembra de sua experiência no Tiro de Guerra Brasileiro na Segunda Guerra Mundial. É um filme muito bonito, em preto e branco, com música e poesia presentes todos os momentos.

Depois veio “Rapsódia para um Homem Comum”, outro conto sobre a solidão, dessa vez a  do cidadão preso na rotina. Rodado em Recife o filme tem uma beleza plástica muito bem trabalhada, e lida com o desespero do personagem que acaba vivendo uma tragédia urbana. Camilo falou que o filme foi um “processo rico em aprendizado e controle de nervos”, visto que o orçamento e o tempo eram curtos. Mas o resultado ficou fabuloso.

O terceiro curta exibido foi “Leviatã”, primeiro trabalho do diretor, filmado em São Paulo e mostrando as imagens de um cidadão nordestino que vai tentar a vida na capital paulista. Com uma narração toda em off, que acompanha o personagem pela cidade, em especial pela Avenida Paulista, que pra ele não é o coração de São Paulo, e sim “o ataque cardíaco”. Desespero, solidão, rotina, mais uma vez trabalhados pelo diretor.

O quarto foi “Ave Maria ou Mãe dos Oprimidos”, que busca responder a pergunta que ás vezes nós nos fazemos, o que estarão as pessoas fazendo nesse determinado momento. Belo filme, bela música.

“A História da Eternidade” foi o quinto. Incrivelmente rodado em plano sequência foi o filme mais impactante exibido. Na hora do bate papo com Camilo a maior parte das perguntas feitas foi sobre esse filme.

O sexto e último filme exibido foi “Ave Maria ou Mãe dos Sertanejos”, que mostra, segundo o diretor o sertão que muita gente não conhece, “o sertão verde, sertão fértil, dos encontros e reencontros” falou Camilo. Muito bonito, com belas imagens de imagens religiosas, a figura do encourado, o cotidiano da roça e da lavoura, a velhice.

Os curtas de Camilo são fortes e mostram uma realidade que a gente as vezes acompanha, de soslaio, mas que não tem coragem de ver de frente. Essa é uma das funções do cinema, mostrar para a gente o que de repente a gente não consegue ver ao vivo, e até pode nos despertar a vontade de ver, de verdade.

A Mostra Continua até o dia 04 de dezembro pessoal! Vamos lá prestigiar o cinema nacional, por um preço acessível! Amanhã tem mais aqui sobre a mostra!

POPFUZZ

Novembro 17, 2009 por brunojaborandy

Primeiro passo para entrar na rota da música

Popfuzz e Circuito Fora do Eixo se reúnem em Maceió

O pessoal da Popfuzz se reuniu ontem com quatro representantes do Circuito Fora do Eixo. O objetivo da reunião era integrar o coletivo Popfuzz ao Circuito Fora do Eixo e trocar idéias sobre as dificuldades e as possibilidades na organização de eventos e na criação e ampliação da cultura de coletivos em Maceió e Alagoas como um todo. Ainda participaram da reunião integrantes das bandas Cross the Breeze, Projeto Sonho, e Don Pedriota e as Tatuagens de Pipoca.

Pablo, representante do Espaço Cubo de Cuiabá-MT, Tales, representante do Goma, de Uberlândia-MG, Gabriel do Lumo Coletivo, de Recife-PE, e Dudu, do Massa Coletiva, de São Carlos-SP, contaram suas experiências no contexto da circulação de bandas, intercâmbio de tecnologia de produção e escoamento de produtos.

O papo começou com Pablo, representante do Espaço Cubo, de Cuiabá-MG, que contou uma boa parte da história do coletivo, pioneiro nessa integração que acabou resultando no Circuito Fora do Eixo, e que conseguiu movimentar a cena de uma cidade que segundo ele não possuía atrativos turísticos e que sentia falta de uma cena cultural.

“Nossa iniciativa começou buscando uma integração dos cursos de comunicação das universidades públicas e privadas de Cuiabá, mas que acabou resultando na realização de um festival, o que foi o projeto embrionário do Festival Calango. Mas tínhamos a consciência de que não podíamos ficar parados o resto do ano, sabíamos que era necessário realizar uma série de ações pontuais para ajudar a construir a cena. Foi assim que nasceu o Espaço Cubo”, falou Pablo.

O Espaço Cubo foi montado no peito e na raça, com Pablo e mais alguns companheiros entrando com uma grana que deu para pagar seis meses de aluguel do espaço que serviu como casa, estúdio de ensaio e gravação, e espaço para shows. Hoje Cuiabá tem dois representantes de peso no cenário da música independente nacional, que são o Vanguart e o Macaco Bong. Integrantes das duas bandas participam ou participaram da Rede Fora do Eixo e das atividades do Espaço Cubo.

A partir do Espaço Cubo surgiram a Cubo Comunicação e o Estúdio Cubo de gravação, formado por pessoas que participavam indiretamente da cena, cobrindos os eventos, atualizando os sites e até produzindo jingles e música de outros estilos de fora da cena. A movimentação foi tão intensa que o Espaço Cubo começou a pensar numa maneira de oferecer produtos e serviços que pudessem integrar as bandas de Cuiabá e de fora de Cuiabá ao coletivo. Foi assim que surgiu o Cubo Card, moeda própria do coletivo.

“Dessa maneira construímos um lastro local para o coletivo. Qual o lastro de uma banda? É o público. E assim fomos conquistando o público, chamando eles para participar dos eventos, convidando produtores para conhecer a cena, dialogando com o poder público. Hoje o Calango é um festival que oferece cerca de 48 bandas em três dias de evento, e que consegue oferecer entrada gratuita até uma determinada hora. Tudo por conta dessa vontade de fazer a cena andar, de estimular quem toca nas bandas e quem organiza o evento”, explicou Pablo.

No final da reunião os integrantes da Popfuzz firmaram a parceria com o Circuito Fora do Eixo, pensando desde já na realização de eventos e no intercâmbio de bandas. Foram delimitadas as bandas, os espaços disponíveis para show em Maceió, e os representantes que estariam em contato direto com o Circuito Fora do Eixo. Para o próximo mês o Coletivo Popfuzz já está pensando na realização de um show com uma banda de fora do estado.

A reunião foi bem interessante para que nós pudéssemos contar nossa experiência também, e que não pensamos na criação e manutenção da cena como algo impossível de se realizar. A partir do conceito de Inteligência Coletiva, observando os erros e acertos de pessoas que já construíram uma cena em outros estados nós podemos nos aprimorar e fortalecer mais ainda os laços que estão sendo construídos aqui.

Pessoal da Popfuzz agradece a visita do Circuito e garante que aqui é só o começo!

Ficção!

Setembro 25, 2009 por brunojaborandy

Você sabe que está muito cansado quando alguém elogia sua camiseta e você tem que olhar para baixo para ver qual camiseta você está usando. De repente se vestir vira um ato automático, e ser homem facilita um pouco esse automatismo, não importa a cor, nem o tecido, nem a estampa, a única coisa que importa é se a roupa está limpa. Foi assim que eu vi, que naquele dia eu tinha chegado ao alpha do estresse.

Tinha uns cinco dias em que eu dormia umas três horas por noite. Criar, escrever, fazer reuniões, tudo virou automático. Na sexta feira depois desses dias loucos eu fui para casa, tomei um remédio para dormir e só acordei no domingo de manhã. Acordei com o telefone tocando, com o interfone tocando, com o porteiro batendo na porta do meu apartamento. Pensavam que eu estava morto. O porteiro contou que se eu não tivesse aberto a porta ele já ia chamar a polícia para arrombar a porta. Meu telefone celular contabilizava 50 (!) chamadas não-atendidas.

 -Obrigado, seu Antônio, só estava precisando dormir.

-Pois doutor Jorge, vieram umas 15 pessoas aqui, para saber do senhor? -Mulheres ou homens?

-Ah, de homem só veio aqueles seus amigos, Ciro e Armando. O resto era mulher.

-Ih, caralho.

-Foi, e o pior é que duas delas se estranharam aqui, em plena portaria. Eu tive que ir lá porque elas estavam quase caindo na porrada, mesmo.

-Eita.

 -É, doutor Jorge, o negócio ficou pesado.

-Como elas eram?

-Uma loira e uma morena baixinha.

 -Eita porra…

-Avisa aos seus pais viu, doutor, eles ligaram para a portaria e tudo.

 -Tudo bem, aviso sim.

 Na minha contabilidade eu tinha passado umas 28 horas dormindo. Um dia e 4 horas. Devia ter alguma coisa muito fudida na minha vida para 13 mulheres aparecerem para me ver. Tinha fins de semana em que simplesmente não aparecia ninguém. Liguei para boa parte das pessoas que tinham me ligado, respondi alguns emails, acendi um baseado e liguei a TV, tarefa essa que foi interrompida pela campainha.

-Caralho, velho! Que porra foi essa?

-Nada, Ciro. Sono só, cara.

-E aí, pra onde a gente vai hoje?

-Se fuder Ciro, vou ficar em casa, porra.

-Nada disso, meu velho, lembrou que você tá de férias?

-Então, po, por isso mesmo.Vou ficar aqui em casa. Oh, tá vendo aquela poltrona ali. Eu comprei tem dois meses. Dois! E ainda não usei ela.

-Eita, é mesmo, ainda está embalada.

-Então!

 -Mas tu tem tempo para desembalar depois!

 -Eu sei, mas agora eu não quero sair.

 -Ihhhh, qual foi Jorge?

-Nada, meu velho, to precisando descansar, só.

 -Tu soube que a Vânia e a Paula se pegaram de pau lá na agência.

 -Foi?

-Foi, pô, no sábado teve uma reunião do marketing lá e elas começaram a se xingar, aparentemente porque a Vânia tinha errado em um relatório, mas aí eu me liguei que era por tua causa.

-O porteiro contou que elas se esbarraram na portaria.

 -Meu velho, vou te contar, tu tá foda, comendo a agência toda!

-Se fuder, Ciro.

-Porra velho, me passa um pouquinho dessa tua mágica aí.

-Se eu te contar que tem vezes que eu nem lembro de como foi.

 -Eu acredito, nunca vi você tão workaholic.

-Pois é. -Vamo sair, porra!

-Não, velho!

O interfone toca. “Doutor, uma daquelas donas que ia brigando tá aqui”, falou o porteiro. “Fala que eu não tô”, respondi.

-A Vânia, ou a Paula, tá aqui embaixo.

 -Ih!!! -Vamo dar um jeito de sair sem ela ver.

“Jorge, viado! Se você não aparecer eu vou quebrar o carro do Ciro, seu filho da puta!”, gritava alguém, muito alto, e dava para ouvir da janela.

-Eita, porra!

 -Vá se fuder, rapariga velha, o problema nem é comigo e tu vai quebrar meu carro. Vá para casa!!!

“Vá se fuder você Ciro”, gritava a voz.

-Oh, se tu num for embora eu vou ligar pro teu marido.

 Santo remédio. A doida foi embora.

-E aí, vamo sair?

-Vamo, vamo. Fazer o que…

Colorido Artificialmente

Setembro 21, 2009 por brunojaborandy

Capa

Distopia. Segundo o dicionário Houaiss significa “a localização anômala de um órgão”. É também o nome da canção que abre o álbum “A Tradicional Família Mineira”, da banda mineira Colorido Artificialmente, lançado em 2009. A banda é formada pelos músicos João Guilherme Dayrell (Guitarra e Voz) Manuel Horta (Guitarra), Bruno Faleiro (baixo) e Fernando Monteiro (Bateria). No segundo verso da música um diálogo é travado e a palavra distopia é lançada:

“-O que eu vejo é um mundo sem nossas mãos

 - O que eu vejo é o que você ainda vai ver

Ela secou com um riso pálido o meu jardim

- Uma distopia tão clichê e vazia assim”

O que será que o compositor quis dizer com tal palavra? Esse é um só dos mistérios do disco. São letras em tom confessional, que falam de amores que terminam, de viagens e da sensação de voltar pra casa, de amadurecimento e da morte, tanto como metáfora quanto literalmente. É sempre bom ver bandas com a coragem de se expressar em português, de encaixar o idioma em um estilo de música criado por bandas que se expressam em inglês. É sobre esses e outros assuntos que o vocalista, guitarrista, e principal compositor da banda, João Guilherme Dayrel fala nessa entrevista que fiz com ele por email:

BJ – Primeiro gostaria que você fizesse uma pequena biografia sobre a banda. Há quanto tempos vocês estão juntos? Houve alguma alteração de integrantes na formação da banda?

JG- O Colorido surgiu se não me engano no final de 2006. Eu e o Bruno nos conhecíamos da faculdade de jornalismo e resolvemos nos juntar para fazer um rock autoral. Um baterista se juntou a nós, e logo depois, por intermédio de uma amiga, conheci o Manuel e o convidei pra tocar com a gente. Esse primeiro baterista deixou a banda e também através de um amigo conheci o Fernando (Feijão) que se juntou a nós. Fizemos uma gravação mais caseira em 2007 e disponibilizamos Vai Ver e 1948 na internet, e só agora, em 2009, conseguimos lançar nosso primeiro CD – A Tradicional Família Mineira. Neste tempo, fizemos diversos shows, alguns fora de BH.

BJ-Como se organiza a cena do rock alternativo em Minas Gerais? Ela é muito presente? Quais são as principais dificuldades?

JG-Eu não sei como ela se organiza, mas acho que está crescendo. E perceptível, à medida que os anos passam a presença em maior número de festivais dedicados à música independente, e mais especificamente ao rock alternativo. No entanto, se levarmos em consideração que BH é a terceira maior cidade do país, às vezes ficamos com a impressão de que a coisa está muito, mas muito longe do ideal. As causas? Eu não sei. Muitos acusam desinteresse do público, corporativismo etc etc. Eu sinceramente não sei, acho que essas coisas devem existir pois elas existem quase todos os lugares, em maior ou menor grau. Mas acusá-las, a meu ver, não muda muita coisa. O que importa é que hoje você já tem diversos festivais, o que não era tão perceptível há uns anos atrás. E quando as pessoas percebem que as coisas estão em movimento elas se interessam mais, comparecem mais aos eventos. Enfim, tudo tem crescido muito. Eu não me arrisco a fazer uma previsão, mas acho que dentro de pouco tempo BH certamente será uma das capitais uma das maiores cenas independentes do Brasil.

 BJ-A maioria das composições é de sua autoria. Eu gostaria de saber como é o seu processo criativo, se você cria as músicas em casa ou todos da banda participam na criação?

JG-Olhando para as 8 musicas que estão no CD, poderia te dizer que eu geralmente levo as letras prontas, harmonia e melodia já encaminhadas. Quando isto é levado pra banda, as músicas são arranjadas e alteradas por todos, que montam e desmontam (e apagam muita coisa também heheh). Babel, no entanto, foi uma música composta pelo Manuel, que foi trazida e rearranjada pelo Colorido e recebeu, posteriormente, uma letra e melodia de voz minhas. O Estrangeiro, a letra foi composta por mim e pelo Bruno. Como o processo é desta forma, as músicas são do Colorido Artificialmente e as letras assinadas por mim, até porque algumas são de caráter bastante pessoal.

BJ-Quais são os próximos planos para a banda? Fazer turnê, se inscrever em festivais independentes?

JG-Cara, no momento eu estou morando em Florianópolis e o Manuel está de mudança para São Paulo. Vamos, nos próximos meses, liberar um clipe. O Colorido não acabou: que isto fique claro. Mas por enquanto eu não posso te dizer muita coisa. É provável que aconteçam shows no final do ano e outras coisas que estamos olhando. Mas está tudo dependendo do desenrolar de coisas que estão no nosso âmbito pessoal e estão bastante indefinidas.

 BJ-Você costuma ir a muitos shows de rock ou de outros estilos no seu estado?

JG-Sim, muito. Estava em BH no mês de julho e pude conferir várias bandas, entre elas, o Black Drawing Chalks, de Goiania salve o engano, que é bem legal. Fora do rock, estamos sempre atentos para coisas que vão da música brasileira à erudita. Tem um cara em BH que se chama Rafael Macedo, acabou de lançar um disco chamado Quase em Silêncio. Pra quem curte o estilo, é altamente recomendado.

 BJ – A influência da banda norte-americana … And you will know us By The Trail of Dead se mostra bastante presente, gostaria que você falasse sobre as outras influências da banda.

JG-Cara, nós temos uma relação meio particular com as influências. Quando formamos a banda, obviamente sabíamos por quais terrenos musicais os integrantes circulavam, mas nós não elegemos algumas bandas e dissemos: nosso som vai ser tipo isso. Na verdade, a medida que as composições foram tomando forma é que nós paramos pra ouvir e dizer para que caminho aquilo estava indo. Eu vou citar agora algumas bandas que ouvimos desde sempre e que estamos ouvindo agora: Jaga Jazzist, Jeff Bucley, Radiohead, Sonic Youth, Dinossaur Jr, This Town Need Guns, Sigur Rós, Oceansize, As Tall as Lions, Wilco, Faraquet, Toe, Ludovic, Karate, Jose Gonzales, Colossal, Baden Powell, Caetano Veloso. Etc etc etc

BJ-De onde veio o nome Colorido Artificialmente?

JG-Não existe motivo específico. Como eu falei em resposta à primeira pergunta, havíamos gravado duas músicas demos e as colocamos no myspace. Lembro-me, que logo antes de colocá-las na internet estávamos debatendo na casa do Manuel: pô, pra se fazer uma página e tudo mais a banda precisa de um nome! Partiu do Manuel, eu estranhei, o Fernando mais ainda e o Bruno gostou. No fim acatamos: hoje eu gosto muito desse nome, o Fernando também.

 BJ- O produtor musical Miranda afirma que hoje em dia a estratégia que as bandas podem fazer é criar uma relação próxima a amizade com seus fãs. Qual sua impressão sobre esse comentário?

JG-Não sei, mas me parece que o Miranda, nesta frase, está se referindo a um corpo a corpo mesmo. A coisa de você fazer show depois ir lá pra tentar vender seu Cd e conversar com as pessoas. Eu não sei se isso é uma estratégia mais eficaz ou se é o que resta hoje a um músico fazer. Não estou dizendo que é ruim: não, é o mais prazeroso, sem dúvidas. O que estou falando é que eu não tenho certeza se existe espaço para aquele músico que não quer colocar a mão na massa, correr atrás, conversar com as pessoas e tals. Agora, se ele está falando mais sobre a amizade mesmo, eu acho interessante. Quando você faz um show você fica exposto, para o bem ou para o mal. De qualquer forma, isto faz com que as pessoas venham falar com você, o que é sempre bom e rende ótimas amizades.

O cd da Colorido Artificialmente pode ser baixado pelo endereço: http://www.mediafire.com/?idyownygzhz www.myspace.com/coloridoartificialmente

 

Bruno Jaborandy

brunojaborandy@gmail.com

Jaborandyanas…

Setembro 2, 2009 por brunojaborandy

“Ei pô, porque sempre depois de um tempo, quando eu acho que nossa amizade tá engrenando de novo, quando eu acho que realmente as coisas estão dando certo a gente sempre entra num mal-estar? Se for contar a gente já se conhece há um bom tempo, você sabe muito bem como eu posso ser idiota às vezes, você sabe que eu falo as coisas por falar, até porque falo demais e que quem fala demais comete esses tipos de pecado. Então, assim, só não queria mais uma vez que você ficasse com raiva de mim, que a gente ficasse sem falar, isso me faz mal, porque considero sua amizade importante, e tudo mais. Concordamos que é uma WWF, mas…. eu levanto a bandeira branca hoje. Tá?”

Jaborandyana dominical

Agosto 30, 2009 por brunojaborandy

“Nessa semana, a do dia 24 até hoje, dia 30 de agosto, eu acordei na segunda-feira com
marteladas quebrando o piso do andar de cima, acordei com um telefonema do meu
quase trabalho me dizendo para ir lá naquela manhã, fui e acabei demitido. Mas, tudo
bem, eu tinha saído de uma gripe fuderosa, que me deixou quase sete dias de resguardo,
eu estava cansado, e meu olho parecia indicar uma conjuntivite, ainda que acabou não
se tornando uma conjuntivite. Agosto, parecia mesmo de desgosto para mim, mas uma
parada bem legal aconteceu, e eu fui descansar na praia, e nada me faz mais bem do
que isso, vi também a Dubex tocar, ou seja, uma semana de altos e baixos. E o grande
alto dessa semana, você sabe, foi você…

Então, desejo que pra vocês, e pra mim, que essa semana que tá começando hoje seja
melhor do que a semana passada!”

Vamo, né? Claro…

Agosto 26, 2009 por brunojaborandy

Coquetel Molotov vem a Maceió promover festival Produção se une ao selo Popfuzz Records em festa roqueira

por Talita Marques

 O já renomado festival pernambucano Coquetel Molotov terá uma prévia alagoana. Em parceria firmada com o selo independente Popfuzz Records, membros do Coquetel divulgam bandas do festival recifense e fazem incursão na música alternativa feita em Maceió. A festa está marcada para o dia 05 de setembro, começando às 17h00. Três bandas locais se apresentam, Neon Night Riders, Jorg and The Cowboy killers e My Midi Valentine. Haverá, ainda, discotecagem com os convidados pernambucanos Jarmerson Lima (Coquetel Molotov) e Paulo Floro (revista O Grito). A junção se dá para a divulgação da coletânea musical da Revista O Grito e do festival No Ar Coquetel Molotov, cujos shows acontecem nos dias 18 e 19 de setembro, no Centro de Convenções de Recife. Este ano não difere dos anteriores em calibre, já que o Coquetel traz, dentre outros, medalhões musicais como a banda estadunidense Beirut e os mineiros do Clube da Esquina, em reencontro intensamente aguardado.

A idéia de fortalecer o cenário geral da música independente tem encontrado fortes aliados junto aos coletivos, espécie de nova onda (do bem). Tais movimentações, relativamente recentes, vêm dando certo e validam principalmente a matéria-prima dos eventos alternativos, as bandas. Por não fazer parte do que mais se vende, ao cenário independente é dado, via de regra, espaço menor e, a partir de iniciativas como a de unir coletivos, surge esperança dessa cena transpor limites. Som oxigenado Longe do viés regionalista que pairou nos anos 90 e que ainda chega a perdurar, a nova safra da música chamada independente é filha bastarda da geração que teve os primeiros contatos com a internet e possui identidade menos ligada a questões territoriais. As bandas da Popfuzz refletem tal tendência, com letras e alcunhas, não por acaso, sustentadas sob o idioma da grande rede.

 Bruno Ribeiro e Hugo Estalislau compõem a Neon Night Riders (www.myspace.com/nnrbr), dupla que faz um som eletrônico e rocker, misturando programações a duas guitarras. Eles acabam de voltar de São Paulo, onde gravaram, pela Piraquara Records, o primeiro disco da banda – que se encontra em fase de mixagem – e aproveitaram a estada para se apresentar na noite paulistana. Já a Jorg and The Cowboy Killers(www.myspace.com/jorgandthecowboykillers) traz força do power trio. Entusiasta de grupos como Guided by Voices, Pedro The Lion e Menomena, a banda capitaneada pelas composições do crooner Caíque Guimarães alia o math rock a letras sentimentais e melodiosas, casando bem barulheira e lirismo.

neon

jorgandthecowboykillers

Sem temer revelar as referências indies e a brincar com a melancolia contida na infância, a My Midi Valentine (www.myspace.com/mymidivalentine) adentra na linha 8-bit com as criações domésticas de Marcos Cajueiro, que utiliza sons de games como o Atari e, de quebra, despeja motivos dançantes. Cajueiro conta que a Midi não possui formação fixa, sendo ele a única constante e que, na apresentação do próximo dia 5, o quase-homem-banda se une, ao também arapiraquense Tales Maia, que o acompanha nos teclados, baixo, assobios e barulhinhos.

mymidivalentine

 

 

 

Serviço Popfuzz e Coquetel Molotov apresentam Rua Valdo Omena, 332, próximo à Praça do Skate (antigo Beagá Café) Ingressos R$ 5 Botequim Paulista e no local Informações: 9138 9763 / 9925 9684