Ficção!

Setembro 25, 2009 por brunojaborandy

Você sabe que está muito cansado quando alguém elogia sua camiseta e você tem que olhar para baixo para ver qual camiseta você está usando. De repente se vestir vira um ato automático, e ser homem facilita um pouco esse automatismo, não importa a cor, nem o tecido, nem a estampa, a única coisa que importa é se a roupa está limpa. Foi assim que eu vi, que naquele dia eu tinha chegado ao alpha do estresse.

Tinha uns cinco dias em que eu dormia umas três horas por noite. Criar, escrever, fazer reuniões, tudo virou automático. Na sexta feira depois desses dias loucos eu fui para casa, tomei um remédio para dormir e só acordei no domingo de manhã. Acordei com o telefone tocando, com o interfone tocando, com o porteiro batendo na porta do meu apartamento. Pensavam que eu estava morto. O porteiro contou que se eu não tivesse aberto a porta ele já ia chamar a polícia para arrombar a porta. Meu telefone celular contabilizava 50 (!) chamadas não-atendidas.

 -Obrigado, seu Antônio, só estava precisando dormir.

-Pois doutor Jorge, vieram umas 15 pessoas aqui, para saber do senhor? -Mulheres ou homens?

-Ah, de homem só veio aqueles seus amigos, Ciro e Armando. O resto era mulher.

-Ih, caralho.

-Foi, e o pior é que duas delas se estranharam aqui, em plena portaria. Eu tive que ir lá porque elas estavam quase caindo na porrada, mesmo.

-Eita.

 -É, doutor Jorge, o negócio ficou pesado.

-Como elas eram?

-Uma loira e uma morena baixinha.

 -Eita porra…

-Avisa aos seus pais viu, doutor, eles ligaram para a portaria e tudo.

 -Tudo bem, aviso sim.

 Na minha contabilidade eu tinha passado umas 28 horas dormindo. Um dia e 4 horas. Devia ter alguma coisa muito fudida na minha vida para 13 mulheres aparecerem para me ver. Tinha fins de semana em que simplesmente não aparecia ninguém. Liguei para boa parte das pessoas que tinham me ligado, respondi alguns emails, acendi um baseado e liguei a TV, tarefa essa que foi interrompida pela campainha.

-Caralho, velho! Que porra foi essa?

-Nada, Ciro. Sono só, cara.

-E aí, pra onde a gente vai hoje?

-Se fuder Ciro, vou ficar em casa, porra.

-Nada disso, meu velho, lembrou que você tá de férias?

-Então, po, por isso mesmo.Vou ficar aqui em casa. Oh, tá vendo aquela poltrona ali. Eu comprei tem dois meses. Dois! E ainda não usei ela.

-Eita, é mesmo, ainda está embalada.

-Então!

 -Mas tu tem tempo para desembalar depois!

 -Eu sei, mas agora eu não quero sair.

 -Ihhhh, qual foi Jorge?

-Nada, meu velho, to precisando descansar, só.

 -Tu soube que a Vânia e a Paula se pegaram de pau lá na agência.

 -Foi?

-Foi, pô, no sábado teve uma reunião do marketing lá e elas começaram a se xingar, aparentemente porque a Vânia tinha errado em um relatório, mas aí eu me liguei que era por tua causa.

-O porteiro contou que elas se esbarraram na portaria.

 -Meu velho, vou te contar, tu tá foda, comendo a agência toda!

-Se fuder, Ciro.

-Porra velho, me passa um pouquinho dessa tua mágica aí.

-Se eu te contar que tem vezes que eu nem lembro de como foi.

 -Eu acredito, nunca vi você tão workaholic.

-Pois é. -Vamo sair, porra!

-Não, velho!

O interfone toca. “Doutor, uma daquelas donas que ia brigando tá aqui”, falou o porteiro. “Fala que eu não tô”, respondi.

-A Vânia, ou a Paula, tá aqui embaixo.

 -Ih!!! -Vamo dar um jeito de sair sem ela ver.

“Jorge, viado! Se você não aparecer eu vou quebrar o carro do Ciro, seu filho da puta!”, gritava alguém, muito alto, e dava para ouvir da janela.

-Eita, porra!

 -Vá se fuder, rapariga velha, o problema nem é comigo e tu vai quebrar meu carro. Vá para casa!!!

“Vá se fuder você Ciro”, gritava a voz.

-Oh, se tu num for embora eu vou ligar pro teu marido.

 Santo remédio. A doida foi embora.

-E aí, vamo sair?

-Vamo, vamo. Fazer o que…

Colorido Artificialmente

Setembro 21, 2009 por brunojaborandy

Capa

Distopia. Segundo o dicionário Houaiss significa “a localização anômala de um órgão”. É também o nome da canção que abre o álbum “A Tradicional Família Mineira”, da banda mineira Colorido Artificialmente, lançado em 2009. A banda é formada pelos músicos João Guilherme Dayrell (Guitarra e Voz) Manuel Horta (Guitarra), Bruno Faleiro (baixo) e Fernando Monteiro (Bateria). No segundo verso da música um diálogo é travado e a palavra distopia é lançada:

“-O que eu vejo é um mundo sem nossas mãos

 - O que eu vejo é o que você ainda vai ver

Ela secou com um riso pálido o meu jardim

- Uma distopia tão clichê e vazia assim”

O que será que o compositor quis dizer com tal palavra? Esse é um só dos mistérios do disco. São letras em tom confessional, que falam de amores que terminam, de viagens e da sensação de voltar pra casa, de amadurecimento e da morte, tanto como metáfora quanto literalmente. É sempre bom ver bandas com a coragem de se expressar em português, de encaixar o idioma em um estilo de música criado por bandas que se expressam em inglês. É sobre esses e outros assuntos que o vocalista, guitarrista, e principal compositor da banda, João Guilherme Dayrel fala nessa entrevista que fiz com ele por email:

BJ – Primeiro gostaria que você fizesse uma pequena biografia sobre a banda. Há quanto tempos vocês estão juntos? Houve alguma alteração de integrantes na formação da banda?

JG- O Colorido surgiu se não me engano no final de 2006. Eu e o Bruno nos conhecíamos da faculdade de jornalismo e resolvemos nos juntar para fazer um rock autoral. Um baterista se juntou a nós, e logo depois, por intermédio de uma amiga, conheci o Manuel e o convidei pra tocar com a gente. Esse primeiro baterista deixou a banda e também através de um amigo conheci o Fernando (Feijão) que se juntou a nós. Fizemos uma gravação mais caseira em 2007 e disponibilizamos Vai Ver e 1948 na internet, e só agora, em 2009, conseguimos lançar nosso primeiro CD – A Tradicional Família Mineira. Neste tempo, fizemos diversos shows, alguns fora de BH.

BJ-Como se organiza a cena do rock alternativo em Minas Gerais? Ela é muito presente? Quais são as principais dificuldades?

JG-Eu não sei como ela se organiza, mas acho que está crescendo. E perceptível, à medida que os anos passam a presença em maior número de festivais dedicados à música independente, e mais especificamente ao rock alternativo. No entanto, se levarmos em consideração que BH é a terceira maior cidade do país, às vezes ficamos com a impressão de que a coisa está muito, mas muito longe do ideal. As causas? Eu não sei. Muitos acusam desinteresse do público, corporativismo etc etc. Eu sinceramente não sei, acho que essas coisas devem existir pois elas existem quase todos os lugares, em maior ou menor grau. Mas acusá-las, a meu ver, não muda muita coisa. O que importa é que hoje você já tem diversos festivais, o que não era tão perceptível há uns anos atrás. E quando as pessoas percebem que as coisas estão em movimento elas se interessam mais, comparecem mais aos eventos. Enfim, tudo tem crescido muito. Eu não me arrisco a fazer uma previsão, mas acho que dentro de pouco tempo BH certamente será uma das capitais uma das maiores cenas independentes do Brasil.

 BJ-A maioria das composições é de sua autoria. Eu gostaria de saber como é o seu processo criativo, se você cria as músicas em casa ou todos da banda participam na criação?

JG-Olhando para as 8 musicas que estão no CD, poderia te dizer que eu geralmente levo as letras prontas, harmonia e melodia já encaminhadas. Quando isto é levado pra banda, as músicas são arranjadas e alteradas por todos, que montam e desmontam (e apagam muita coisa também heheh). Babel, no entanto, foi uma música composta pelo Manuel, que foi trazida e rearranjada pelo Colorido e recebeu, posteriormente, uma letra e melodia de voz minhas. O Estrangeiro, a letra foi composta por mim e pelo Bruno. Como o processo é desta forma, as músicas são do Colorido Artificialmente e as letras assinadas por mim, até porque algumas são de caráter bastante pessoal.

BJ-Quais são os próximos planos para a banda? Fazer turnê, se inscrever em festivais independentes?

JG-Cara, no momento eu estou morando em Florianópolis e o Manuel está de mudança para São Paulo. Vamos, nos próximos meses, liberar um clipe. O Colorido não acabou: que isto fique claro. Mas por enquanto eu não posso te dizer muita coisa. É provável que aconteçam shows no final do ano e outras coisas que estamos olhando. Mas está tudo dependendo do desenrolar de coisas que estão no nosso âmbito pessoal e estão bastante indefinidas.

 BJ-Você costuma ir a muitos shows de rock ou de outros estilos no seu estado?

JG-Sim, muito. Estava em BH no mês de julho e pude conferir várias bandas, entre elas, o Black Drawing Chalks, de Goiania salve o engano, que é bem legal. Fora do rock, estamos sempre atentos para coisas que vão da música brasileira à erudita. Tem um cara em BH que se chama Rafael Macedo, acabou de lançar um disco chamado Quase em Silêncio. Pra quem curte o estilo, é altamente recomendado.

 BJ – A influência da banda norte-americana … And you will know us By The Trail of Dead se mostra bastante presente, gostaria que você falasse sobre as outras influências da banda.

JG-Cara, nós temos uma relação meio particular com as influências. Quando formamos a banda, obviamente sabíamos por quais terrenos musicais os integrantes circulavam, mas nós não elegemos algumas bandas e dissemos: nosso som vai ser tipo isso. Na verdade, a medida que as composições foram tomando forma é que nós paramos pra ouvir e dizer para que caminho aquilo estava indo. Eu vou citar agora algumas bandas que ouvimos desde sempre e que estamos ouvindo agora: Jaga Jazzist, Jeff Bucley, Radiohead, Sonic Youth, Dinossaur Jr, This Town Need Guns, Sigur Rós, Oceansize, As Tall as Lions, Wilco, Faraquet, Toe, Ludovic, Karate, Jose Gonzales, Colossal, Baden Powell, Caetano Veloso. Etc etc etc

BJ-De onde veio o nome Colorido Artificialmente?

JG-Não existe motivo específico. Como eu falei em resposta à primeira pergunta, havíamos gravado duas músicas demos e as colocamos no myspace. Lembro-me, que logo antes de colocá-las na internet estávamos debatendo na casa do Manuel: pô, pra se fazer uma página e tudo mais a banda precisa de um nome! Partiu do Manuel, eu estranhei, o Fernando mais ainda e o Bruno gostou. No fim acatamos: hoje eu gosto muito desse nome, o Fernando também.

 BJ- O produtor musical Miranda afirma que hoje em dia a estratégia que as bandas podem fazer é criar uma relação próxima a amizade com seus fãs. Qual sua impressão sobre esse comentário?

JG-Não sei, mas me parece que o Miranda, nesta frase, está se referindo a um corpo a corpo mesmo. A coisa de você fazer show depois ir lá pra tentar vender seu Cd e conversar com as pessoas. Eu não sei se isso é uma estratégia mais eficaz ou se é o que resta hoje a um músico fazer. Não estou dizendo que é ruim: não, é o mais prazeroso, sem dúvidas. O que estou falando é que eu não tenho certeza se existe espaço para aquele músico que não quer colocar a mão na massa, correr atrás, conversar com as pessoas e tals. Agora, se ele está falando mais sobre a amizade mesmo, eu acho interessante. Quando você faz um show você fica exposto, para o bem ou para o mal. De qualquer forma, isto faz com que as pessoas venham falar com você, o que é sempre bom e rende ótimas amizades.

O cd da Colorido Artificialmente pode ser baixado pelo endereço: http://www.mediafire.com/?idyownygzhz www.myspace.com/coloridoartificialmente

 

Bruno Jaborandy

brunojaborandy@gmail.com

Jaborandyanas…

Setembro 2, 2009 por brunojaborandy

“Ei pô, porque sempre depois de um tempo, quando eu acho que nossa amizade tá engrenando de novo, quando eu acho que realmente as coisas estão dando certo a gente sempre entra num mal-estar? Se for contar a gente já se conhece há um bom tempo, você sabe muito bem como eu posso ser idiota às vezes, você sabe que eu falo as coisas por falar, até porque falo demais e que quem fala demais comete esses tipos de pecado. Então, assim, só não queria mais uma vez que você ficasse com raiva de mim, que a gente ficasse sem falar, isso me faz mal, porque considero sua amizade importante, e tudo mais. Concordamos que é uma WWF, mas…. eu levanto a bandeira branca hoje. Tá?”

Jaborandyana dominical

Agosto 30, 2009 por brunojaborandy

“Nessa semana, a do dia 24 até hoje, dia 30 de agosto, eu acordei na segunda-feira com
marteladas quebrando o piso do andar de cima, acordei com um telefonema do meu
quase trabalho me dizendo para ir lá naquela manhã, fui e acabei demitido. Mas, tudo
bem, eu tinha saído de uma gripe fuderosa, que me deixou quase sete dias de resguardo,
eu estava cansado, e meu olho parecia indicar uma conjuntivite, ainda que acabou não
se tornando uma conjuntivite. Agosto, parecia mesmo de desgosto para mim, mas uma
parada bem legal aconteceu, e eu fui descansar na praia, e nada me faz mais bem do
que isso, vi também a Dubex tocar, ou seja, uma semana de altos e baixos. E o grande
alto dessa semana, você sabe, foi você…

Então, desejo que pra vocês, e pra mim, que essa semana que tá começando hoje seja
melhor do que a semana passada!”

Vamo, né? Claro…

Agosto 26, 2009 por brunojaborandy

Coquetel Molotov vem a Maceió promover festival Produção se une ao selo Popfuzz Records em festa roqueira

por Talita Marques

 O já renomado festival pernambucano Coquetel Molotov terá uma prévia alagoana. Em parceria firmada com o selo independente Popfuzz Records, membros do Coquetel divulgam bandas do festival recifense e fazem incursão na música alternativa feita em Maceió. A festa está marcada para o dia 05 de setembro, começando às 17h00. Três bandas locais se apresentam, Neon Night Riders, Jorg and The Cowboy killers e My Midi Valentine. Haverá, ainda, discotecagem com os convidados pernambucanos Jarmerson Lima (Coquetel Molotov) e Paulo Floro (revista O Grito). A junção se dá para a divulgação da coletânea musical da Revista O Grito e do festival No Ar Coquetel Molotov, cujos shows acontecem nos dias 18 e 19 de setembro, no Centro de Convenções de Recife. Este ano não difere dos anteriores em calibre, já que o Coquetel traz, dentre outros, medalhões musicais como a banda estadunidense Beirut e os mineiros do Clube da Esquina, em reencontro intensamente aguardado.

A idéia de fortalecer o cenário geral da música independente tem encontrado fortes aliados junto aos coletivos, espécie de nova onda (do bem). Tais movimentações, relativamente recentes, vêm dando certo e validam principalmente a matéria-prima dos eventos alternativos, as bandas. Por não fazer parte do que mais se vende, ao cenário independente é dado, via de regra, espaço menor e, a partir de iniciativas como a de unir coletivos, surge esperança dessa cena transpor limites. Som oxigenado Longe do viés regionalista que pairou nos anos 90 e que ainda chega a perdurar, a nova safra da música chamada independente é filha bastarda da geração que teve os primeiros contatos com a internet e possui identidade menos ligada a questões territoriais. As bandas da Popfuzz refletem tal tendência, com letras e alcunhas, não por acaso, sustentadas sob o idioma da grande rede.

 Bruno Ribeiro e Hugo Estalislau compõem a Neon Night Riders (www.myspace.com/nnrbr), dupla que faz um som eletrônico e rocker, misturando programações a duas guitarras. Eles acabam de voltar de São Paulo, onde gravaram, pela Piraquara Records, o primeiro disco da banda – que se encontra em fase de mixagem – e aproveitaram a estada para se apresentar na noite paulistana. Já a Jorg and The Cowboy Killers(www.myspace.com/jorgandthecowboykillers) traz força do power trio. Entusiasta de grupos como Guided by Voices, Pedro The Lion e Menomena, a banda capitaneada pelas composições do crooner Caíque Guimarães alia o math rock a letras sentimentais e melodiosas, casando bem barulheira e lirismo.

neon

jorgandthecowboykillers

Sem temer revelar as referências indies e a brincar com a melancolia contida na infância, a My Midi Valentine (www.myspace.com/mymidivalentine) adentra na linha 8-bit com as criações domésticas de Marcos Cajueiro, que utiliza sons de games como o Atari e, de quebra, despeja motivos dançantes. Cajueiro conta que a Midi não possui formação fixa, sendo ele a única constante e que, na apresentação do próximo dia 5, o quase-homem-banda se une, ao também arapiraquense Tales Maia, que o acompanha nos teclados, baixo, assobios e barulhinhos.

mymidivalentine

 

 

 

Serviço Popfuzz e Coquetel Molotov apresentam Rua Valdo Omena, 332, próximo à Praça do Skate (antigo Beagá Café) Ingressos R$ 5 Botequim Paulista e no local Informações: 9138 9763 / 9925 9684

Jaborandyanas

Agosto 26, 2009 por brunojaborandy

“Então, ontem meus amigos vieram me visitar, e eu só tinha de assunto para falar com eles sobre os filmes que eu vi esses dias que fiquei de repouso, os vídeos de stand up comedy do Youtube, algumas coisas que vimos no orkut, fiz algumas piadas, mas na maior parte do tempo eu acho que eles notaram como esses dias vem sendo miseráveis e o quanto eu queria ter encontrado com eles no fim de semana. Meus brothers Wailers saíram daqui de casa acho que mais tristes do que o habitual, e eu sou tão assim preocupado com eles que fiquei me sentindo mal de estar triste e de repente deixar eles tristes. Fuck my life, fuck my life, fuck my life….”

Ficção # 5 Caio e Paula

Agosto 25, 2009 por brunojaborandy

-Então, eu só acho que não dá pra você ficar dormindo aqui, sabe.

-Mas, por que?

-Porque. No começo era até bacana, mas agora tem dias que você vem aqui e a gente nem transa, nem nada.

-Sim, é normal.

-Não, pior que nem é. Eu não tô muito a fim de ficar fazendo ensaio de casamento, não.

-Como assim?

-Só dormir junto.

-Mas tem dias em que você também não quer transar.

-Então!!! Por isso eu acho que você só deveria dormir aqui nos fins de semana.

-Só o fim de semana?

-É.

-Você tá sendo bem egoísta!

-Não, pior que nem tô. Só quero meu espaço. Tem dois meses que eu vim morar só e você já se instalou aqui.

-Nada disso, só deixei umas coisas.

-Paula, você separou um lado do guarda-roupas pra você…

-Sim…

-E já tá trazendo seus livros para o meu escritório!

-Tá…

-E pendurando um monte de calcinha no banheiro!

-Ok, ok, já entendi!

-Que bom!

-E hoje, você quer que eu durma aqui?

-Não.

-Mas, já?

-É!

Mostra de Artes da Comunicação

Agosto 24, 2009 por brunojaborandy

Ae povo! Vale a pena ir, viu? Nunca na história da UFAL eu vi um evento com um “line up” tão bom! Eu vou, tamo junto?

Mostra de Artes

Mostra de Artes

Jaborandyanas…

Agosto 24, 2009 por brunojaborandy

“Então, hoje é segunda. E eu, Bruno Jaborandy, volto para o mundo freelancer… Com um monte de coisa pra resolver, sem estar com o coração tranquilo, ainda sequelado da gripe, ou seja… melhor do que nunca! Fuck my Life!”

Dave Chapelle

Agosto 24, 2009 por brunojaborandy